Musicastro
29nov/094

Composition

Bom, agora chega de preguiça e vamos ao que interessa, vou escrever aqui sobre métodos de composição que eu utilizo atualmente, interessante mesmo seria fazer com vídeo, mas parece que isso será inviável devido a qualidade de áudio do meu microfone.

Já vimos em artigos anteriores como contar intervalos, e vimos também que as escalas e acordes (Aka. Sequências interválicas) formam padrões entre os doze sons do teclado e que esses padrões pode sem transpostos (Re-colocados) em qualquer um dos doze tons.

Os métodos de composição apresentados aqui podem ser utilizados em qualquer software, mas mostrarei a partir do FL Studio 9, que é o software que mais utilizo para composição.

Inicialmente, vamos nos utilizar de uma escala para construir nossas sequências com coerência, vou me utilizar da escala de Dó maior por ser mais simples de visualizar, no FL, podemos nos utilizar de uma ferramenta chamado Ghost Channels, que é uma ferramenta acessível pelo Piano Roll, para acessá-la, pressione Alt + V ou acesse o menu no topo do piano roll, vá até helpers e então, Ghost Channels.

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Canais Fantasmagóricos!

O Ghost channel serve para mostrar o que está musicalmente escrito em outros canais do Step sequencer, ele funciona assim: Fiz uma sequência no primeiro canal, a sequência é a seguinte:

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Sequência do primeiro canal

Agora, se eu for fazer uma sequência no segundo canal e na mesma pattern, eu verei as notas que estão no primeiro canal assim:

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Notas fantasmagóricas!

Então já que é assim, podemos usar esse recurso para ver as notas de uma escala, caso não tenhamos memorizado essa escala, é só colocar alguma coisa que não produza som como Midi Out ou Dashboard e contruir a escala nele:

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Escala de Dó Maior

Se você acionar o Play, não sairá som nenhum porque o Midi Out não produz som, a menos que seja roteado para algum instrumento interno ou externo, o próximo passo agora é construir sequências dentro deste padrão, as notas fantasmas aqui irão ajudar a lembrar da escala, caso você não tenha memorizado:

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Complexa Sequência Musical, seria eu um híbrido de Chopin + Bach + Schoenberg + Derçy Gonçalves + Chimbinha?

Fizemos uma sequência musical simples, agora vamos aprender um pouco sobre a utilização das notas em oitavas mais altas ou mais baixas. Nas oitavas mais altas (Som mais agudo) o som parece servir mais como acessório, nas oitavas médias o som parece servir para ditar o padrão vigente na música e nas oitavas mais baixas (Som mais grave) o som parece servir para dar corpo à música, a utilização de sons em diversas oitavas causam as mais diferentes impressões sonoras, algumas vezes estamos utilizando uma sequência em uma oitava intermediária e utilizando outra sequência nas notas mais graves, com a mesma escala da sequência anterior porém com arranjo diferente, as notas do baixo sendo mais longas, assim que uma nova nota do baixo é acionada, dá impressão que a primeira sequência mudou. Exemplo:

Experimento 202 (Cadeia De BangBangs) by GustavoB

A sequências utilizadas podem interagir entre si das mais variadas formas, porém, deixarei essas formas para os próximos posts porque escrever sobre os tipos de interação de sequências musicais é trabalho para uma vida.

Agora vamos aprender algumas escalas para poder improvisar com nossos novos truques, e até aprender um pouco sobre história da música, vejamos agora os modos, que são escalas que foram utilizadas pelos antigos gregos e também passaram a ser usadas por diversas outras culturas, existem seis modos, e esses modos são fáceis de memorizar, eles se chamam Dório, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio, agora vejamos porque aprender essas escalas é fácil:

  1. O modo Dório é uma escala que começa no Ré e termina no próximo Dó, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 10 + 11) / (T - T - S - T - T - T - S )
  2. O modo Frígio é uma escala que começa no Mi e termina no próximo Ré, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 2 + 4 + 6 + 8 + 9 + 11) / (T - S - T - T - T - S - T)
  3. O modo Lídio é uma escala que começa no Fá e termina no próximo Mi, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 5 + 7 + 8 + 10 + 12) / (T - T - T - T - S - T - T)
  4. O modo Mixolídio é uma escala que começa no Sol e termina no próximo Fá, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 5 + 6 + 8 + 10 + 11) / (T - T - T - S - T - T -S)
  5. O modo Aeólio é uma escala que começa no Lá e termina no próximo Sol, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 9 + 11) / (T - T - S - T - T - S - T)
  6. O modo Lócrio é uma escala que começa no Si e termina no próximo Lá, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 2 + 4 + 6 + 7 + 9 + 11) / (T - S - T - T - S - T - T)

Vamos visualizar isto:

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Vamos agora solucionar uma dúvida que pega em muito iniciante: Os modos utilizam só as teclas brancas?

A resposta é não, utilizamos só as teclas branca para demonstrar os modos, mas quando o modo é transposto, ele pode pegar algumas teclas pretas também, Exemplos:

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Quando os referidos padrões foram transpostos, eles atingiram também algumas teclas pretas. (Mostradas com uma linha vermelha)

Note que a sequência que constituia o modo dório e o modo frígio foram selecionadas e deslocadas para outro tom, antes era Mi e Fá, agora é Fá e Sol Sustenido (#).

Agora vamos ao modo maior e os modos menores, o modo maior é simples como os modos apresentados anteriormente, ele é retratado do dó até o si, desconsiderando as teclas brancas, da mesma forma que a outra, se você transpor, ele pode pegar teclas pretas. (1 + 3 + 5 + 6 + 8 + 10 + 11) / (T - T - T - S - T - T - T)

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Escalas Maiores, Dó maior e Ré Sustenido (#) Maior.

Agora vamos as escalas menores, elas são três, o modo menor natural, que corresponde ao antigo modo eólio, a escala menor harmônica e a escala menor melódica.

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Escala Menor Natural (Eólio), Escala Menor Harmônica e Escala Menor Melódica, Respectivamente

Escala Menor Natural; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 9 + 11) / (T - T - S - T - T - S - T)

Escala Menor Harmônica; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 9 + 12) /(T - T - S - T - T - S - 3S)

Escala Menor Melódica; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 10 + 12) /(T - T - S - T - T - T - T)

As possibilidades não se esgotam dentro de apenas uma escala, você pode criar novas escalas, contruir uma música onde a linha de baixo é dentro de uma escala e algum outro instrumento é dentro de outra escala, e assim em diante, é você quem manda na composição.

Não façam esforço para aprender todas as escalas de uma vez, aprenda primeiro o modo maior e os modos gregos, depois passem para as escalas menores, sempre experimentando combinações e combinações, eu vou continuar pesquisando aspectos técnicos e os apresentarei aqui, até a próxima.

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18nov/090

Intervalos Addendum

Vale também acrescentar outra forma de contagem de intervalos, e essa forma se baseia na contagem de tons e semitons, de acordo com a postagem anterior - um tom é composto de duas notas (dois semitons) e um semitom é uma nota só - você pode contar também como semitons e tons, assim:

Escala maior:

T-T-T-S-T-T-T (Tônica, Tom, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom)

Escala menor:

T-T-S-T-T-T-T (Tônica, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom, Tom)

Pentatônica Maior:

T-T-T-3S-T (Tônica, Tom, Tom, Três Semitons, Tom)

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15nov/092

Segredos da Mixagem por AndiVAX

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11nov/094

Intervalos

Este artigo é o primeiro da série Técnicas de composição, eu preciso que você entenda os conceitos aqui apresentados e, caso tenha dúvida, pergunte até solucionar essa dúvida.

Estudando música, eu percebi algo que torna o aprendizado de escalas e acordes um pouco mais difícil, essa dificuldade vem do fato de todos os intervalos (Distância entre as notas) terem nomes como - 3ª diminuta, 3ª menor, 3ª maior, 3ª aumentada - não sei pra vocês, mas isso me dá um nó no juízo, e aqui vem o porque:

Para formar um acorde maior, você precisa da tônica (Nota que dá nome ao acorde), a terça maior e a quinta justa, se for fazer dó maior, você vê logo o dó (tônica), pensando numa terça, você conta as teclas brancas e aperta o mi (Terça maior), e pensando numa quinta (Quinta justa), você conta as teclas brancas e aperta o sol, simples não? Agora transpõe esse acorde pra sol sustenido maior.

É aqui que tá a dificuldade, você tem de lembrar o que é a terça maior e a quinta justa e mentalmente traduzir quantos semitons/tons você deve subir ou descer, isso parece dificultar o processo pra mim, e penso se é realmente necessário saber os nomes dos intervalos, pra mim eles precisariam ter só números. Agora vamos averiguar minha teoria, prepare-se para saber transpor qualquer escala para qualquer tom com mais facilidade.

Untitled-1

O dó foi marcado porque mesmo que você seja leigo, vai poder participar do raciocínio.

Observe a ilustração do teclado abaixo, para formar um dó maior, você precisa da tônica, a terça maior e a quinta justa:

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Tônica + Terça Maior + Quinta Justa = Acorde Maior

Na música escrita em partitura, eu tenho a impressão de que existem sete notas e os acidentes - Bemóis e Sustenidos ou Teclas pretas - são complementos. Nós agora iremos observar doze notas ou doze semitons, como se não houvesse uma distinção tão gritante, como se cada uma fosse uma nota e não um complemento, e como se nós tivéssemos doze notas ou doze semitons, ao invés de sete notas mais cinco complementos.

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Notas em sequência

Agora vamos visualizar o dó maior nessa nova forma:

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Dó maior

Podemos agora observar uma coisa aqui, para formar o dó maior, temos a seguinte configuração: Primeira nota (semitom), quinta nota (semitom) e oitava nota (semitom). Nada mais de terça maior ou quinta saia-justa! (1+5+8) é a configuração do acorde maior, agora fica mais fácil de fazer transposição, além de ficar mais fácil pra memorizar.

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Dó sustenido maior

Todas as outras sequências interválicas seguem o mesmo padrão, como o acorde menor (1+4+8), a escala dória (1+3+4+6+8+10+11) e a escala maior (1+3+5+6+8+10+12). Agora está bem simples, tendo as fórmulas anteriormente citadas, fica fácil aplicá-las, você pega qualquer uma dessas fórmulas, escolhe a nota/semitom e aplica como eu fiz no caso do ré maior, eu peguei a primeira nota/semitom e tranferi para o dó sustenido, depois peguei a quinta nota/semitom e logo depois a oitava.

Lembre-se que este é um tipo diferente de descrição de intervalos, se você pedir pra um músico tocar uma nota e depois a oitava nota acima, ele vai tocar doze notas acima, isso porque a oitava na convenção musical comum é a décima-segunda nota (Ou um espaço que compreende 12 semitons/notas), se você pedir pra ele tocar uma sétima, é bem provável que ele toque uma sétima diminuta, que fica nove tons acima da primeira, a descrição de intervalos convencional é a descrição de intervalos convencional, essa descrição é essa descrição.

A descrição convencional é mostrada a seguir:

intervals_pt

Descrição convencional de intervalos. (Desculpem a figura horrível, é que eu estava cansado e só achei essa na busca do Google)

Se tiver dúvidas, não hesite em enviar um comentário. =)

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5nov/090

Mr Alias 2

Desde que eu entendi o que são VST's, eu passei a testar vários deles, estou fazendo uns 4 anos de testes, mas atualmente estou um tanto quanto insatisfeito com a procura de novos VST's, os motivos são os seguintes:

  • A maioria deles é feita em SynthMaker ou SynthEdit, programas que facilitam bastante a construção do plugin, além de facilitar, os construtores desses plugins, ainda persistem em utilizar sempre os mesmos módulos. Você pega um novo plugin e ele não tem nenhuma diferença dos plugins que você já tinha - eles tem osciladores, filtro, LFO e envelope - você não tem nenhum recursos para produzir um som ultra experimental que tem uma expressividade completamente diferente, e o pior, eles ainda querem cobrar 200 dólares pelo malditos plugins pelados de 125kb.
  • Interface. Quando o negócio é meter o pau nos plugins, uma das primeiras coisas que me vem à cabeça é a interface. Geralmente são caóticas e cheias de desenho para atrair freguesia, e realmente funciona - eles atraem usuários que utilizam presets em tudo que fazem - mas fica horrível pra o usuário que quer fazer os próprios sons, além do problema de cada interface ser diferente.

Exemplo de interface horrível!

  • Quando o programa não é feito na facilidade absurda do SynthMaker/SynthEdit, são vários pedaços de códigos de programação (Retirados de um fórum de desenvolvimento de VST's) que são copiados e colados num compilador, resultado: Você fica preso a mesma sonoridade porque como os códigos são os mesmos, o som também será.

Um dos plugins que eu baixei e que eu achei que realmente tinha relevância ao ser usado foi o Mr.Alias 2, ele tem uns parâmetros que fazem com que o som se torne algo completamente novo, caótico e desfigurado, excelente para qualquer tipo de som sintético, o ponto negativo dele é a interface que também é muito desenhada, mas compensa pelo som, você também pode fazer uma doação para o programador do Mr Alias 2 e receber o Mr Alias 2 Pro, que é a mesma coisa, exceto pelos desenhos.

É desenhado mas funciona!

O Mr Alias 2 é Freeware e está disponível na área de downloads, para instalá-lo, descompacte o dentro da pasta de VST's.

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4nov/090

Construindo um Controlador MIDI

Eu estou tentando construir um controlador MIDI utilizando essa placa que comprei no Roger Com:

A placa também pode ser vendida com um curso de USB, talvez eu compre também alguma placa Arduino, pra testar qual é o melhor ambiente de desenvolvimento.

Se alguém estiver interessado em desenvolver também, deixe um comentário e a gente conversa. Eu também pretendo tentar fazer sintetizadores e interfaces personalizadas, além de outros projetinhos expontâneos. Seria ótimo ter mais gente pra desenvolver porque cada placa custa uns 150 reais, aí nós compraríamos placas diferentes para testá-las. =)

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2nov/090

Novo Musicastro

Ainda estou corrigindo problemas em posts e plugins, mas já tem várias melhorias no blog!

Expero que gostem.

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