Musicastro
15dez/090

Exemplo de Uso da Escala

Hoje vamos aprender um pouco sobre graus da escala, logo em seguida essa informação será utilizada para pensarmos em como vamos utilizar os graus para expressar uma mensagem musical simples. Vamos utilizar uma escala maior e observar o que são os graus da escala:

Dó Maior

Dó Maior

Nessa escala, temos a tônica (dó), supertônica (ré), mediante (mi), subdominante (fá), dominante (sol), submediante (lá) e sensível (si), a memorização dos termos não é necessária, só coloquei para fins didáticos, vamos nos ater aos termos simples. Primeiro grau, segundo grau, terceiro grau, até o sétimo.

Vamos tentar agora uma forma de transmissão de mensagem musical específica que pode até ser utilizada por vocês em seus experimentos, eu construi a base da minha música da seguinte forma:

Baixo Seq

Base

Base
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Fiz a base utilizando três graus, o primeiro, o quinto e o quarto, agora vou utilizar outro instrumento para fazer uma sequência mais rápida, utilizando outros graus da escala.

Segunda Sequência Musical

Segunda Sequência Musical (Glockenspiel)

Base + Segunda Sequência
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Agora vou fazer a segunda seção da música, ela vai ter uma variação do primeiro instrumento (Base), uma variação do segundo instrumento (Glockenspiel) e a entrada do terceiro instrumento (Trompa).

Sequência 1

Sequência 1 (Base)

Sequência 2

Sequência 2 (Glockenspiel)

Sequência 3

Sequência 3 (Trompa)

Segunda Sessão Com Três Instrumentos
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Vamos agora ouvir o resultado da integração das duas seções e comentar sobre o simples processo utilizado, é bem interessante que vocês questionem se tiverem dúvidas.

As duas sessões.

As duas sessões

Integração Das Duas Sessões
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Trata-se de um simples método de contruir uma mensagem musical, a música completa possui duas seções, a primeira é um suave começo e possui menos instrumentos, além de serem utilizadas poucos graus da escala para propagar essa suavidade, o segundo instrumento possui a função de não tornar a música repetitiva, provendo algo para os nossos ouvidos se distraírem enquanto aguardamos pela segunda seção, a parte "quente" da música.

A segunda seção é iniciada por um Stacatto (São notas curtas e de maior intensidade, que tem a intenção de fazer o som parecer destacado), a base agora foi arpegiada para conferir um agito maior à música, note que a sequência de base começa em Mi, movimenta-se algumas vezes até alcançar o dó superior, e termina em ré, depois que a sequência de base alcança o dó superior, ela começa a descer até o ré, típico para um final.

A sequência da trompa também desce uma oitava depois do quinto compasso, também para acompanhar a base e levar ao final da peça.

Eu iniciei a música com menos instrumentos, menor utilização de graus e quando alcancei a segunda sessão, eu usei mais graus, além de arpegiar a base a introduzir mais instrumentos.

Logo estarei escrevendo sobre mais possibilidades, por enquanto tentem essas e, se tiverem dúvidas, perguntem utilizando os comentários.

O arquivo do FL que contém esta música está aqui, foi feito em FL Studio 9, você pode obtê-lo também na página de downloads, dentro da pasta estudos. Ele não contem nenhum efeito, são apenas três WASP XT.

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29nov/094

Composition

Bom, agora chega de preguiça e vamos ao que interessa, vou escrever aqui sobre métodos de composição que eu utilizo atualmente, interessante mesmo seria fazer com vídeo, mas parece que isso será inviável devido a qualidade de áudio do meu microfone.

Já vimos em artigos anteriores como contar intervalos, e vimos também que as escalas e acordes (Aka. Sequências interválicas) formam padrões entre os doze sons do teclado e que esses padrões pode sem transpostos (Re-colocados) em qualquer um dos doze tons.

Os métodos de composição apresentados aqui podem ser utilizados em qualquer software, mas mostrarei a partir do FL Studio 9, que é o software que mais utilizo para composição.

Inicialmente, vamos nos utilizar de uma escala para construir nossas sequências com coerência, vou me utilizar da escala de Dó maior por ser mais simples de visualizar, no FL, podemos nos utilizar de uma ferramenta chamado Ghost Channels, que é uma ferramenta acessível pelo Piano Roll, para acessá-la, pressione Alt + V ou acesse o menu no topo do piano roll, vá até helpers e então, Ghost Channels.

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Canais Fantasmagóricos!

O Ghost channel serve para mostrar o que está musicalmente escrito em outros canais do Step sequencer, ele funciona assim: Fiz uma sequência no primeiro canal, a sequência é a seguinte:

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Sequência do primeiro canal

Agora, se eu for fazer uma sequência no segundo canal e na mesma pattern, eu verei as notas que estão no primeiro canal assim:

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Notas fantasmagóricas!

Então já que é assim, podemos usar esse recurso para ver as notas de uma escala, caso não tenhamos memorizado essa escala, é só colocar alguma coisa que não produza som como Midi Out ou Dashboard e contruir a escala nele:

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Escala de Dó Maior

Se você acionar o Play, não sairá som nenhum porque o Midi Out não produz som, a menos que seja roteado para algum instrumento interno ou externo, o próximo passo agora é construir sequências dentro deste padrão, as notas fantasmas aqui irão ajudar a lembrar da escala, caso você não tenha memorizado:

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Complexa Sequência Musical, seria eu um híbrido de Chopin + Bach + Schoenberg + Derçy Gonçalves + Chimbinha?

Fizemos uma sequência musical simples, agora vamos aprender um pouco sobre a utilização das notas em oitavas mais altas ou mais baixas. Nas oitavas mais altas (Som mais agudo) o som parece servir mais como acessório, nas oitavas médias o som parece servir para ditar o padrão vigente na música e nas oitavas mais baixas (Som mais grave) o som parece servir para dar corpo à música, a utilização de sons em diversas oitavas causam as mais diferentes impressões sonoras, algumas vezes estamos utilizando uma sequência em uma oitava intermediária e utilizando outra sequência nas notas mais graves, com a mesma escala da sequência anterior porém com arranjo diferente, as notas do baixo sendo mais longas, assim que uma nova nota do baixo é acionada, dá impressão que a primeira sequência mudou. Exemplo:

Experimento 202 (Cadeia De BangBangs) by GustavoB

A sequências utilizadas podem interagir entre si das mais variadas formas, porém, deixarei essas formas para os próximos posts porque escrever sobre os tipos de interação de sequências musicais é trabalho para uma vida.

Agora vamos aprender algumas escalas para poder improvisar com nossos novos truques, e até aprender um pouco sobre história da música, vejamos agora os modos, que são escalas que foram utilizadas pelos antigos gregos e também passaram a ser usadas por diversas outras culturas, existem seis modos, e esses modos são fáceis de memorizar, eles se chamam Dório, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio, agora vejamos porque aprender essas escalas é fácil:

  1. O modo Dório é uma escala que começa no Ré e termina no próximo Dó, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 10 + 11) / (T - T - S - T - T - T - S )
  2. O modo Frígio é uma escala que começa no Mi e termina no próximo Ré, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 2 + 4 + 6 + 8 + 9 + 11) / (T - S - T - T - T - S - T)
  3. O modo Lídio é uma escala que começa no Fá e termina no próximo Mi, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 5 + 7 + 8 + 10 + 12) / (T - T - T - T - S - T - T)
  4. O modo Mixolídio é uma escala que começa no Sol e termina no próximo Fá, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 5 + 6 + 8 + 10 + 11) / (T - T - T - S - T - T -S)
  5. O modo Aeólio é uma escala que começa no Lá e termina no próximo Sol, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 9 + 11) / (T - T - S - T - T - S - T)
  6. O modo Lócrio é uma escala que começa no Si e termina no próximo Lá, levando em conta apenas as teclas brancas; (1 + 2 + 4 + 6 + 7 + 9 + 11) / (T - S - T - T - S - T - T)

Vamos visualizar isto:

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Vamos agora solucionar uma dúvida que pega em muito iniciante: Os modos utilizam só as teclas brancas?

A resposta é não, utilizamos só as teclas branca para demonstrar os modos, mas quando o modo é transposto, ele pode pegar algumas teclas pretas também, Exemplos:

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Quando os referidos padrões foram transpostos, eles atingiram também algumas teclas pretas. (Mostradas com uma linha vermelha)

Note que a sequência que constituia o modo dório e o modo frígio foram selecionadas e deslocadas para outro tom, antes era Mi e Fá, agora é Fá e Sol Sustenido (#).

Agora vamos ao modo maior e os modos menores, o modo maior é simples como os modos apresentados anteriormente, ele é retratado do dó até o si, desconsiderando as teclas brancas, da mesma forma que a outra, se você transpor, ele pode pegar teclas pretas. (1 + 3 + 5 + 6 + 8 + 10 + 11) / (T - T - T - S - T - T - T)

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Escalas Maiores, Dó maior e Ré Sustenido (#) Maior.

Agora vamos as escalas menores, elas são três, o modo menor natural, que corresponde ao antigo modo eólio, a escala menor harmônica e a escala menor melódica.

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Escala Menor Natural (Eólio), Escala Menor Harmônica e Escala Menor Melódica, Respectivamente

Escala Menor Natural; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 9 + 11) / (T - T - S - T - T - S - T)

Escala Menor Harmônica; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 9 + 12) /(T - T - S - T - T - S - 3S)

Escala Menor Melódica; (1 + 3 + 4 + 6 + 8 + 10 + 12) /(T - T - S - T - T - T - T)

As possibilidades não se esgotam dentro de apenas uma escala, você pode criar novas escalas, contruir uma música onde a linha de baixo é dentro de uma escala e algum outro instrumento é dentro de outra escala, e assim em diante, é você quem manda na composição.

Não façam esforço para aprender todas as escalas de uma vez, aprenda primeiro o modo maior e os modos gregos, depois passem para as escalas menores, sempre experimentando combinações e combinações, eu vou continuar pesquisando aspectos técnicos e os apresentarei aqui, até a próxima.

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18nov/090

Intervalos Addendum

Vale também acrescentar outra forma de contagem de intervalos, e essa forma se baseia na contagem de tons e semitons, de acordo com a postagem anterior - um tom é composto de duas notas (dois semitons) e um semitom é uma nota só - você pode contar também como semitons e tons, assim:

Escala maior:

T-T-T-S-T-T-T (Tônica, Tom, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom)

Escala menor:

T-T-S-T-T-T-T (Tônica, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom, Tom)

Pentatônica Maior:

T-T-T-3S-T (Tônica, Tom, Tom, Três Semitons, Tom)

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11nov/094

Intervalos

Este artigo é o primeiro da série Técnicas de composição, eu preciso que você entenda os conceitos aqui apresentados e, caso tenha dúvida, pergunte até solucionar essa dúvida.

Estudando música, eu percebi algo que torna o aprendizado de escalas e acordes um pouco mais difícil, essa dificuldade vem do fato de todos os intervalos (Distância entre as notas) terem nomes como - 3ª diminuta, 3ª menor, 3ª maior, 3ª aumentada - não sei pra vocês, mas isso me dá um nó no juízo, e aqui vem o porque:

Para formar um acorde maior, você precisa da tônica (Nota que dá nome ao acorde), a terça maior e a quinta justa, se for fazer dó maior, você vê logo o dó (tônica), pensando numa terça, você conta as teclas brancas e aperta o mi (Terça maior), e pensando numa quinta (Quinta justa), você conta as teclas brancas e aperta o sol, simples não? Agora transpõe esse acorde pra sol sustenido maior.

É aqui que tá a dificuldade, você tem de lembrar o que é a terça maior e a quinta justa e mentalmente traduzir quantos semitons/tons você deve subir ou descer, isso parece dificultar o processo pra mim, e penso se é realmente necessário saber os nomes dos intervalos, pra mim eles precisariam ter só números. Agora vamos averiguar minha teoria, prepare-se para saber transpor qualquer escala para qualquer tom com mais facilidade.

Untitled-1

O dó foi marcado porque mesmo que você seja leigo, vai poder participar do raciocínio.

Observe a ilustração do teclado abaixo, para formar um dó maior, você precisa da tônica, a terça maior e a quinta justa:

Untitled-2

Tônica + Terça Maior + Quinta Justa = Acorde Maior

Na música escrita em partitura, eu tenho a impressão de que existem sete notas e os acidentes - Bemóis e Sustenidos ou Teclas pretas - são complementos. Nós agora iremos observar doze notas ou doze semitons, como se não houvesse uma distinção tão gritante, como se cada uma fosse uma nota e não um complemento, e como se nós tivéssemos doze notas ou doze semitons, ao invés de sete notas mais cinco complementos.

Untitled-3

Notas em sequência

Agora vamos visualizar o dó maior nessa nova forma:

Untitled-4

Dó maior

Podemos agora observar uma coisa aqui, para formar o dó maior, temos a seguinte configuração: Primeira nota (semitom), quinta nota (semitom) e oitava nota (semitom). Nada mais de terça maior ou quinta saia-justa! (1+5+8) é a configuração do acorde maior, agora fica mais fácil de fazer transposição, além de ficar mais fácil pra memorizar.

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Dó sustenido maior

Todas as outras sequências interválicas seguem o mesmo padrão, como o acorde menor (1+4+8), a escala dória (1+3+4+6+8+10+11) e a escala maior (1+3+5+6+8+10+12). Agora está bem simples, tendo as fórmulas anteriormente citadas, fica fácil aplicá-las, você pega qualquer uma dessas fórmulas, escolhe a nota/semitom e aplica como eu fiz no caso do ré maior, eu peguei a primeira nota/semitom e tranferi para o dó sustenido, depois peguei a quinta nota/semitom e logo depois a oitava.

Lembre-se que este é um tipo diferente de descrição de intervalos, se você pedir pra um músico tocar uma nota e depois a oitava nota acima, ele vai tocar doze notas acima, isso porque a oitava na convenção musical comum é a décima-segunda nota (Ou um espaço que compreende 12 semitons/notas), se você pedir pra ele tocar uma sétima, é bem provável que ele toque uma sétima diminuta, que fica nove tons acima da primeira, a descrição de intervalos convencional é a descrição de intervalos convencional, essa descrição é essa descrição.

A descrição convencional é mostrada a seguir:

intervals_pt

Descrição convencional de intervalos. (Desculpem a figura horrível, é que eu estava cansado e só achei essa na busca do Google)

Se tiver dúvidas, não hesite em enviar um comentário. =)

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