Musicastro
11nov/094

Intervalos

Este artigo é o primeiro da série Técnicas de composição, eu preciso que você entenda os conceitos aqui apresentados e, caso tenha dúvida, pergunte até solucionar essa dúvida.

Estudando música, eu percebi algo que torna o aprendizado de escalas e acordes um pouco mais difícil, essa dificuldade vem do fato de todos os intervalos (Distância entre as notas) terem nomes como - 3ª diminuta, 3ª menor, 3ª maior, 3ª aumentada - não sei pra vocês, mas isso me dá um nó no juízo, e aqui vem o porque:

Para formar um acorde maior, você precisa da tônica (Nota que dá nome ao acorde), a terça maior e a quinta justa, se for fazer dó maior, você vê logo o dó (tônica), pensando numa terça, você conta as teclas brancas e aperta o mi (Terça maior), e pensando numa quinta (Quinta justa), você conta as teclas brancas e aperta o sol, simples não? Agora transpõe esse acorde pra sol sustenido maior.

É aqui que tá a dificuldade, você tem de lembrar o que é a terça maior e a quinta justa e mentalmente traduzir quantos semitons/tons você deve subir ou descer, isso parece dificultar o processo pra mim, e penso se é realmente necessário saber os nomes dos intervalos, pra mim eles precisariam ter só números. Agora vamos averiguar minha teoria, prepare-se para saber transpor qualquer escala para qualquer tom com mais facilidade.

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O dó foi marcado porque mesmo que você seja leigo, vai poder participar do raciocínio.

Observe a ilustração do teclado abaixo, para formar um dó maior, você precisa da tônica, a terça maior e a quinta justa:

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Tônica + Terça Maior + Quinta Justa = Acorde Maior

Na música escrita em partitura, eu tenho a impressão de que existem sete notas e os acidentes - Bemóis e Sustenidos ou Teclas pretas - são complementos. Nós agora iremos observar doze notas ou doze semitons, como se não houvesse uma distinção tão gritante, como se cada uma fosse uma nota e não um complemento, e como se nós tivéssemos doze notas ou doze semitons, ao invés de sete notas mais cinco complementos.

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Notas em sequência

Agora vamos visualizar o dó maior nessa nova forma:

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Dó maior

Podemos agora observar uma coisa aqui, para formar o dó maior, temos a seguinte configuração: Primeira nota (semitom), quinta nota (semitom) e oitava nota (semitom). Nada mais de terça maior ou quinta saia-justa! (1+5+8) é a configuração do acorde maior, agora fica mais fácil de fazer transposição, além de ficar mais fácil pra memorizar.

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Dó sustenido maior

Todas as outras sequências interválicas seguem o mesmo padrão, como o acorde menor (1+4+8), a escala dória (1+3+4+6+8+10+11) e a escala maior (1+3+5+6+8+10+12). Agora está bem simples, tendo as fórmulas anteriormente citadas, fica fácil aplicá-las, você pega qualquer uma dessas fórmulas, escolhe a nota/semitom e aplica como eu fiz no caso do ré maior, eu peguei a primeira nota/semitom e tranferi para o dó sustenido, depois peguei a quinta nota/semitom e logo depois a oitava.

Lembre-se que este é um tipo diferente de descrição de intervalos, se você pedir pra um músico tocar uma nota e depois a oitava nota acima, ele vai tocar doze notas acima, isso porque a oitava na convenção musical comum é a décima-segunda nota (Ou um espaço que compreende 12 semitons/notas), se você pedir pra ele tocar uma sétima, é bem provável que ele toque uma sétima diminuta, que fica nove tons acima da primeira, a descrição de intervalos convencional é a descrição de intervalos convencional, essa descrição é essa descrição.

A descrição convencional é mostrada a seguir:

intervals_pt

Descrição convencional de intervalos. (Desculpem a figura horrível, é que eu estava cansado e só achei essa na busca do Google)

Se tiver dúvidas, não hesite em enviar um comentário. =)

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